As Descobertas das Férias

O retorno às aulas, em agosto, é sempre cheio de novidades para os pequenos! E as rodas de conversa são ótimos momentos para acolher essas importantes manifestações, possibilitando o reconhecimento da identidade caracterizada nas próprias vivências e a socialização a partir de descobertas do mundo – e toda riqueza ali recolhida pode ser matéria prima para uma bela história! Que tal pedir aos alunos que registrem, em forma de desenho e/ou palavras, momentos que apreciaram nas férias dos amigos? Não vale falar das suas! Cada um deverá homenagear o amigo ao lado, ilustrando um dos episódios por ele descritos, seja de viagens, seja do cotidiano em casa, com a família e amigos. A partir daí, pode ser composto um belo livro de férias, com legendas ditadas pelos alunos. Caso seja adequado para a maturidade da classe, o professor pode ainda compor cartões de agradecimento, que serão confeccionados com as crianças para manifestarem à família sua gratidão e alegria pelas experiências únicas das férias! Além de trabalhar a qualidade da atenção e da escuta, a atividade traz a cooperação e o reconhecimento como fundamentos, contribuindo para a vivência de importantes valores sociais. E a proposta pode ser incrementada com leituras que tratam de viagens e de momentos especiais que podemos viver em toda parte!

Sugestões de Livros: Na janela do tremQuando Nina ficou doenteO CircoVizinhos Deu Tatu no meu Quintal

 

 

Café da Roça!

Dois momentos especiais se aproximam, em que a força das tradições da cultura brasileira se evidenciam: a Festa Junina e o mês do Folclore (agosto). O tema, é claro, deve estar presente no trabalho do educador em todo o ano, apoiado principalmente pelas histórias e lendas de nossa oralidade, mas podemos enriquecê-lo agora! Que tal criar um projeto de leitura para as sextas feiras? A proposta é realizar uma hora do lanche diferenciada: o café da roça! A cada semana, os alunos poderão saborear pratos típicos do país (que podem ser produzidos pela turma ou enviados pelos pais), e conhecer a sua receita. No processo, pode ser feita uma adivinha! Quem descobre os ingredientes? Em que proporção estão? Para aqueles que já dão os primeiros passos na leitura e escrita, é possível fazer o registro e depois partilhar com o grupo, para levarem para casa. E o melhor: como na tradição das fogueiras, o momento será “recheado” de histórias! Assim, ao longo dos meses, as crianças poderão conhecer personagens, ambientes e artimanhas do nosso folclore, e ainda criar um seu cardápio preferido para o 22 de agosto – de sabores e saberes!

Sugestões de Livros: Curupira e os Animais da FlorestaIara e as Águas da FlorestaQuem tem medo de Papangu?Viajando pelo Folclore

 

O que há no meu quintal?

O cotidiano é um dos elos fundamentais dos primeiros anos na escola, para a promoção de uma aprendizagem significativa. Assim, que tal compor descobertas do meio ambiente com o que se observa “no quintal”? A partir de um depoimento sobre observações da natureza, ou ainda de uma história (como “Deu tatu no meu quintal”), as crianças poderão definir qual o seu espaço de brincar e conviver com plantas, bichos, árvores... Podem ser áreas de um prédio, uma praça, um sítio ou espaço municipal, além da própria área residencial. A partir daí, o desafio é descrever e registrar (por desenhos, colagens, mosaico de texturas, fotos ou outros caminhos que o professor avaliar como enriquecedores) quem (ou o que) se pode reconhecer! O que há lá: areia, terra, folhas, joaninhas, minhocas, tatus? Assim, é estabelecida uma cumplicidade entre os alunos, em que cada depoimento completa ou fortalece o do outro, trabalhando a cooperação entre eles. Além disso, é possível compor um painel dos quintais, incluindo aí a observação do próprio ambiente escolar, com quem o vínculo e o senso de territorialidade se fortalecem!

Sugestões de Livros: Deu tatu no meu quintalPé de PassarinhoQuando Nina ficou doente

 

A Natureza Vivenciada em cores e formas

Nos primeiros anos escolares, muito mais do que apreender conceitos, a criança  vivencia. Por isso, oferecer múltiplas possibilidades de exploração de materiais, com tom lúdico e liberdade, é fundamental para o desenvolvimento dos pequeninos. Que tal trabalhar com materiais orgânicos para descobrir as cores, em lugar de utilizar canetinhas? Uma sugestão é observar com a turma as formas e cores dos frutos, legumes e verduras! Depois de comentar o que percebem, corte-os, valorizando seu próprio desenho natural (como a estrela na carambola, o círculo no pepino, a mandala na berinjela, o “coração’ na maçã... e faça desenhos com elas, utilizando-os como carimbos naturais (é possível molhá-los na tinta ou passar em pigmentos naturais em pó – canela, urucum, açafrão - misturados com um pouco de cola branca). Quem sabe as crianças podem criar histórias com seus desenhos? Boa aula!

Sugestões de Livros: Muitos e AlgunsTotemCasa de BichoBanho de Bicho

 

Descobertas do Outono!

As estações do ano são sempre um tema importante para que as crianças reconheçam as transformações a sua volta, os ritmos da natureza e as conexões que mantemos com ela. Assim, tanto a educação ambiental é realizada com a naturalidade que o diálogo com os pequenos requer! Uma boa proposta para o momento é caminhar com as crianças, tanto nas áreas internas da escola como no seu entorno, distribuindo aos alunos pequenas cestas ou bolsinhas de coleta (que podem ser confeccionados na própria sala de aula, com a participação deles!), sendo dado o desafio de encontrar elementos naturais e recolher. No retorno, analise com eles o que descobriram, e se têm vínculo com as estações do ano: encontramos sementes? Folhas secas? Galhos? Por que os vimos nessa época? A partir daí, com um painel montado, registre comentários e uma descrição desse período elaborada pelas crianças com o apoio do educador! O processo poderá ser repetido em cada início de estação e resgatado, comparativamente, ao final do período letivo!

Sugestões de Livros: Muitos e AlgunsÁrvoreAdivinhe se Puder

 

Nossa água!

Até mesmo os pequeninos certamente já estão atentos e, eventualmente, apreensivos com a carência de água na atualidade.

Assim, acolher o tema e trabalhar com eles no dia a dia da sala de aula é natural e muito positivo, procurando sempre transformar a sensação de insegurança em compromisso e consciência para o uso deste bem tão precioso!

A proposta é aproximar as crianças do sentimento de gratidão pelo que a Terra nos traz, algo que a sociedade não tem cultivado, já que o consumo é o maior valor a que temos sido expostos. Um caminho interessante a cumprir nessa direção é descobrir como e onde está esse bem: observar o orvalho pela manhã; cultivar um terrário que permita visualizar, em sala de aula, o ciclo da água; desenhar as nuvens, percebendo cuidadosamente suas cores e formas, associando-as à chuva (ou à ausência dela). As vivências poderão conectar as crianças à natureza, levando-as a perceber sua preciosidade e desenvolver os impulsos de cuidados. Para inspirar o processo, vale à pena conhecer a história do Colecionador de Águas, e encontrar com os pequenos outros tesouros que o ambiente natural nos oferece: folhas secas, sementes, gravetos, fotos de nuvens, cores e aromas das flores... Qual será sua escolha como colecionador?

Sugestões de Livros: O Colecionador de ÁguasO Barquinho e o MarinheiroBanho de Bicho

 

Nossa Casa

Cada vez mais, os pequenos estão diante de mudanças de hábitos importantíssimas para toda a humanidade: economizar água, reciclar, consumir menos, economizar e poupar...

Assim, no dia a dia da escola temos a oportunidade de cultivar o cuidado com o planeta e consolidar atitudes que contribuirão muito para o presente e o futuro! A proposta é iniciar um trabalho com os pequenos descobrindo melhor a casa dos bichos: onde e como moram os diferentes animais com que convivemos? E os que estão na selva? E dentro de nós, quem vive? Um bonito painel poderá ser montado com fotos pesquisadas (ou até mesmo tiradas pelas crianças), de forma que a admiração pela vida em suas distintas formas cresça neles. A segunda etapa é despertar para a consciência de nossa própria casa! E nós, onde vivemos? Como cuidamos de nosso planeta? O que podemos fazer para melhorar? Atividades como plantar, fazer cartazes e criar contos ou recontos com a turma são muito ricas no processo de trabalho do tema. É possível ainda utilizar programas da TV Brasil (canal educativo disponível tanto em TV quanto pela web em: http://tvbrasil.ebc.com.br ).

Sugestões de Livros: Casa de BichoAs CasasAmazôniaTereza e SerenaA Raposa e o Rouxinol

 

Nós e os animais de estimação

Uma forma muito especial de começar o ano e “aconchegar” os pequenos que chegam é falar sobre animais de estimação. Muito presentes no cotidiano de vários dos alunos, esses companheiros acabam por revelar muito sobre cada um, seus gostos e hábitos. A proposta é então fazer uma leitura divertida sobre a relação entre crianças e bichos, inspirando o grupo a partilhar também suas vivências e vínculos. A partir daí, pode ser produzido com desenhos e fotos um painel em que as crianças se apresentam acompanhadas por animais que admiram ou possuem, e comentam sobre o que percebem de afinidade com eles.

Sugestões de Livros: A Ovelha Negra de RitaQuando Nina ficou doente –  O Cão sobre RodasBeijo de BichoDeu tatu no meu Quintal

 

A bola da história

Para trabalhar com os pequenos a memória e construção  de recontos, que tal aliar ludicidade, movimento e literatura? A proposta é escolher um livro que seja vivenciado em roda, em várias ocasiões, fortalecendo o vínculo dos alunos com a narrativa. É possível criar fantoches ou dedoches que apoiem o momento de recontar a história e então cada um participará de formas diferentes, assumindo as personalidades dos personagens! Para encerrar a interação com o texto, que tal fazer então uma brincadeira com uma bola? A proposta é que seja jogada entre os presentes, sendo que cada um que recebe-la assume o papel de recontar pequenos trechos! Assim, a vivência é uma espécie de resgate da tradicional brincadeira “batata- quente” em um formato literário, apoiando a formação dos leitores desde a Educação Infantil. E o professor pode escolher vários momentos para realizar o jogo, inclusive com outras histórias ou com  misturas de narrativas, fazendo um enredo de trocas muito divertido!

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